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Pátio ignora Santa Casa e transfere pacientes de COVID-19 sem necessidade

Data: 04/05/2020 - Fonte: Da Redação NMT
Pátio ignora Santa Casa e transfere pacientes de COVID-19 sem necessidade

Os problemas pessoais do prefeito de Rondonópolis, Zé do Pátio (SD), com a administração da Santa Casa local estão ficando evidentes durante a pandemia.

No último dia 22 de abril, o Município acionou a central de regulação e transferiu pacientes com COVID-19 para Cuiabá, mesmo com a filantrópica disponível.

O vice-presidente da Santa Casa, Sinésio Gouveia de Alvarenga, explicou ao NMT que desde o dia 7 de abril o hospital habilitou 10 leitos de UTI especificamente para o coronavírus.

No dia 9 de abril, segundo consta em sistema, a secretária de saúde do Município, Izalba Albuquerque, registrou a informação no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES.

Mesmo assim, 13 dias depois, a administração municipal ignorou os 10 leitos vazios na filantrópica para enviar pacientes para a capital.

“Fizemos a comunicação, eles estavam cientes, mas não solicitaram vaga para a Santa Casa. O porquê eu não sei”, lamentou Sinésio.

Além de representar mais gastos aos cofres públicos, o deslocamento de mais de 200 quilômetros até a capital coloca vidas em risco, analisou o representante da filantrópica.

Referência

Segundo o vice-presidente, o próprio secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, em recente ligação, reconheceu a Sinésio a importância da Santa Casa.

“O secretário me disse: “precisamos que assumam a demanda da COVID-19″. Antes de entregarem os 10 leitos que estão sendo finalizados no Hospital Regional, nós somos a referência”, cravou.

Pátio e a desinformação

Em entrevista recente ao jornal “ATribuna”, o prefeito lamentou o imbróglio envolvendo a compra de respiradores para o hospital municipal que adquiriu e o impasse das obras do Regional.

O fato de sequer citar a Santa Casa, surpreendeu Sinésio. “Ele (Pátio) ignorou o fato de que temks leitos e uma estrutura completa para os atendimentos. Alardeou a população como se a cidade não tivesse UTI pra COVID”, disse.

ACIR

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Rondonópolis – ACIR, Ernando Machado, que representa uma entidade ligada ao grupo que hoje lidera a Santa Casa, se irritou com a fala de Pátio.

“Um prefeito não pode vender esse desespero pra cidade. A Santa Casa é parceira de todo rondonopolitano, estamos falando de vidas. Por que gastar mais dinheiro que o necessário?”, indagou

Situação real

Segundo explicou Sinésio, a estrutura local é muito acima da relatada pelo prefeito na imprensa, seja por desinformação ou questões políticas.

“Nós temos 10 leitos de UTI credenciados para a COVID, temos outros 10 que podem ser transformados, mediante necessidade, além de outros 12 no hospital da Unimed e Regional”, detalhou.

Projeção

Na Unimed, segundo Sinésio, é possível chegar a 18 leitos, enquanto que no Regional, assim que forem entregues os 10 leitos em finalização, chegarão a 12 vagas de UTI.

“Temos hoje uma realidade de 22 leitos de UTI específicos para COVID, que podem ser 50 muito em breve. Não contabilizo o hospital municipal que estão tentando adequar”, disse.

Hospital Municipal

Sobre a condição do hospital municipal adquirido pelo prefeito na Lions, Sinésio comenta que criar uma estrutura lá efetivamente eficaz em UTI é tecnicamente inviável.

“Só se faz UTI em hospital que tem infraestrutura pra tê-la. Tem que ter todas especialidades de apoio, um bloco cirúrgico e uma série de requisitos. Uma unidade pra ter esse credenciamento no Ministério da Saúde precisa de uma história de comprovações, não é só escrever na frente do prédio “hospital””, disse.

Comitê capenga

A desinformação do prefeito quanto a realidade dos leitos de UTI na cidade, segundo Sinésio, pode estar relacionada ao fato de que não há representantes de hospitais no Comitê de Crise do Coronavírus, criado pelo Município.

“O comitê tem cinco policiais, dois vereadores e um médico. Ninguém representando os hospitais para falar de nossas realidades. Não quero defender que saiam pessoas que lá estão, mas é preciso agregar pessoas fundamentais”, criticou.

Respeito ao dinheiro público

 

Tânia Balbinotti, que faz parte do grupo que assumiu a administração da Santa Casa, explicou que a resposta que a unidade de saúde pode dar frente a pandemia é muito rápida.

“No Poder Público, tudo é mais moroso e caro. Nós compramos respiradores por R$ 75 mil e o Município pagou quase R$ 200 mil, sendo que ainda deu todo esse problema”, ilustrou.

Custo-benefício

Ela ainda reforçou as críticas à gestão municipal pela postura de ignorar a estrutura e as condições de custo-benefício incomparáveis da Santa Casa para atendimento local.

“O Governo do Estado fala em 99 leitos de UTI livres em Mato Grosso. Se só na Santa Casa temos 10, qual a razão de enviar pacientes pra Cuiabá?”, questionou.

Rondonópolis preparada 

Sinésio reiterou que é preciso tranquilizar a população com a informação de que, mesmo que vierem dias muito piores, a estrutura local de saúde é capaz de encarar a demanda.

“Dizem que virá uma segunda onda de infectados. Pois eu digo que mesmo que ela seja 10 vezes mais forte do que a que vimos até agora, Rondonópolis está preparada”, cravou.

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