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No artigo a edição passada convidamos todos para uma reflexão sobre o voluntariado individual, uma atividade que contribui efetivamente, não só para a melhoria da qualidade de nossa vida pessoal e, por consequência, da própria comunidade em que vivemos. Vimos que, fazer o bem faz bem, não só para a alma, mas também para o coração, além de contribuir para ampliar as competências pessoais de quem o pratica.

 

Mas, existe outro benefício do voluntariado, que ainda não citamos anteriormente: ser voluntário pode melhorar o seu currículo, social e profissional, interessante na contagem de pontos para o candidato, na hora de uma entrevista de emprego. Tanto é que no Linkedin, uma rede social orientada para a carreira e vida profissional, há uma nova seção denominada “Trabalhos Voluntários e Causas” que permite que o usuário cite as causas que apoia.

 

Isto se dá como consequência de uma nova percepção das empresas, no sentido de que, os traços de funcionários produtivos e eficientes coincidem com as características básicas da atividade voluntária, a exemplo de: conviver bem com as adversidades; saber lidar com situações de conflito, ter bom humor, ser assertivo e, comunicar-se bem com seus pares.

 

Fato é que muitas empresas perceberam o voluntariado como elemento importante e, rico, para a cultura organizacional, concluindo que também faz bem para o mundo dos negócios. Desta forma, empresas, que já despertaram para o seu papel social na sociedade e, nota-se que atualmente o número é crescente, já realizam ações em prol da comunidade em que se inserem. Estas têm optado por investir em programas de voluntariado empresarial, por perceberem, nesta alternativa, uma oportunidade de colaborar com a sociedade, unindo esforços e envolvendo nestas ações os seus colaboradores.

 

Estes programas propõem um conjunto de ações desenvolvidas dentro da organização, com o objetivo de incentivar e apoiar o envolvimento dos funcionários em atividades voluntárias nas suas comunidades. E se o voluntariado individual tem um poder transformador na sociedade, pode-se avaliar o que o voluntariado empresarial, planejado, organizado e executado de forma coletiva, pode fazer.

 

Silvia Maria Naccache, coordenadora do Centro de Voluntariado de São Paulo, afirma que este tipo de projeto é sempre um ganha-ganha – “ganha quem realiza o trabalho voluntário, ganha o atendido e a entidade que o recebe e, ganha a empresa que mobiliza os seus funcionários e a sociedade como um todo”.

 

Veja alguns dos benefícios gerados:

Para o Voluntariado: desenvolvimento pessoal e profissional; descobertas de novas potencialidades; aumento do círculo de amizades pessoais; exercício da cidadania – participação na construção de realidades mais justas.

 

Para a Sociedade: incremento da contribuição para a resolução de problemas sociais; melhoria da qualidade de vida; estímulo a novas iniciativas voluntárias.

 

Para a Empresa: melhora na imagem institucional - incremento no valor da marca; aproximação com a comunidade; maior envolvimento dos funcionários com a empresa; maior interação entre os funcionários; aumento da motivação e produção do público interno; agrega valores de educação e cidadania; promove oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional e ampliação de competências para os colaboradores; satisfação e orgulho dos colaboradores – melhor clima organizacional; consolida valores éticos; ajuda a atrair e manter funcionários qualificados e conscientes.

 

Organizações de ponta, como Bradesco, Carrefour, Itaú, Telefônica, Vivo, Petrobrás, Gerdau, entre outras, já aderiram a programas de voluntariado empresarial e compartilham cases de sucesso. Importante destacar, no entanto, que empresas, de qualquer porte, podem montar um programa de voluntariado, ressaltando que as pequenas contam, ainda, com a vantagem da agilidade e integração das pessoas envolvidas. O importante é que o projeto seja construído pela organização, de acordo com sua realidade e sua cultura, já que o programa de voluntariado empresarial deve estar alinhado com a missão e seus valores corporativos.

 

A esta altura do artigo, espero que todos tenham percebido a relevância e o poder transformador do trabalho voluntário, seja de forma individual ou empresarial. Dessa forma, se você ou sua empresa querem contribuir para o crescimento de nossa cidade e, por que não, de nosso país, assuma hoje o compromisso com um projeto de voluntariado.










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Aproveitando o começo do ano, um período em que as pessoas ainda estão contagiadas por sentimentos de generosidade, solidariedade, espírito de esperança, momento em que nos habituamos a fazer listas de ações e metas que deverão transformar nosso cotidiano, proponho que reflitamos sobre Voluntariado, uma atividade que contribui efetivamente, não só para a melhoria da qualidade de nossa vida pessoal, mas, por extensão, da própria comunidade em que vivemos.


Fazendo uma retrospectiva histórica sobre o voluntariado no Brasil, veremos que este sempre se fez presente na história do país, remontando aos primeiros anos da colonização, com a fundação da Santa Casa de Misericórdia de Santos (1543). No entanto, dos anos 80 para cá, a visão assistencialista dá lugar às ações de transformação social, com a década de 90 abrindo as portas para um novo perfil de voluntariado, visto então, como ação cívica, um sentimento ligado à cidadania.


Nesta época, vale relembrar um fato de extrema importância: o movimento popular Ação da Cidadania Contra a Miséria e pela Vida, criado e liderado pelo sociólogo Hebert de Souza. Nesta ação de luta contra a fome, Betinho, buscou não só fortalecer valores como solidariedade e generosidade, mas também conscientizar a sociedade para a participação cidadã. A partir disto outras ações surgiram, a exemplo do programa Voluntários do Conselho de Comunidade Solidária, a constituição de vários centros de voluntariado e até uma lei foi sancionada regulamentando este trabalho (Lei 9.608/98).


O Centro de Voluntariado de São Paulo (CVSP) define como Voluntariado: “a doação do tempo pessoal, trabalho e talento, para causas de interesse social e comunitário, com o propósito de melhorar a qualidade de vida da comunidade”. É um desejo que nasce do indivíduo quando este se percebe capaz de, junto com outros cidadãos, portanto de forma conjunta, criar ou transformar o espaço onde vive, realizando assim um exercício de cidadania.


Diante de uma sociedade, cada dia mais individualista, competitiva, interdependente e fragilizada pelo esgarçamento familiar, somos convidados a ampliar nossa consciência social e ajudar na construção de um senso comum de cidadania que pressupõe, não meramente o exercício de direitos e o cumprimento de deveres junto à sociedade, mas uma participação ativa e efetiva, enquanto agentes de transformação na comunidade, num trabalho coletivo em busca de um mundo melhor.


No trabalho voluntário aprende-se a conviver com realidades distintas da nossa, compartilhar, buscar soluções conjuntas, pensar no próximo e, abrir concessões. Ao assumir esta atitude, de forma voluntária, generosa e desprendida, o ser humano se recicla, autocriando novos valores, aperfeiçoando e humanizando-se contínua e positivamente.


Além disto, vários estudos comprovam que “fazer o bem faz bem”. O voluntariado, calcado na generosidade e desprendimento pessoal contribui, efetivamente, para melhorar a nossa saúde física, mental e emocional.


Segundo estudos do americano Allan Luks, ex-diretor do Instituto Para o Avanço da Saúde, de Nova York e, autor do livro – O Poder Curativo de Fazer o Bem - após realizar ações beneficentes e filantrópicas as pessoas têm um aumento da sensação de bem-estar, apresentando uma sensível redução dos seus níveis de estresse e um maior equilíbrio emocional, proporcionando uma saúde melhor. Todo mundo pode ser voluntário. Para tanto bastam disposição, boa vontade e comprometimento.


Em Rondonópolis atuam várias instituições do terceiro setor (ONGs), que lutam pelas mais diversas causas (educação e direitos de crianças e adolescentes, proteção de animais; proteção ao meio ambiente, respeito aos idosos, etc) que dependem de voluntários comprometidos para executar um bom trabalho social. Assim, que tal aproveitar este início de ano, para visitar algumas destas instituições e escolher a causa que mais tocar seu coração. Afinal nunca é tarde ou cedo demais para começar um trabalho que fará bem a nós pessoalmente e, por extensão à comunidade em que vivemos.










fonte: Ana Paula Beer

No início do mês de novembro foi lançado o Guia Exame Sustentabilidade 2013 com a apresentação das 61 empresas de referência no tema, e em uma cerimônia de premiação realizada em São Paulo, foram apresentadas as 27 empresas mais sustentáveis. Vinte empresas foram reconhecidas como destaques em seus setores e outras sete saíram vitoriosas por seus esforços em categorias específicas da sustentabilidade. Desta base de empresas mais sustentáveis, a redação da Revista Exame selecionou o maior destaque, a empresa sustentável do ano.

 

Há de se destacar, que o Guia Exame Sustentabilidade, maior levantamento de sustentabilidade corporativa do país, foi lançado em 2000 com o nome de Guia Exame de Boa Cidadania Corporativa. O propósito da publicação, pioneira no Brasil era identificar, avaliar e divulgar as melhores práticas de responsabilidade social adotadas pelas companhias do país e escolher, após essa análise, as chamadas “empresas-modelo”.

 

Neste ano, em sua 14ª. edição, 184 companhias se inscreveram e preencheram os questionários elaborados pelo Centro de Estudos de Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (GVces), instituição que se tornou referência no tema da sustentabilidade no país. Considerando-se que o conceito de Sustentabilidade é sistêmico, que deve atender a tríade: econômica, social e ambiental, e que as práticas devem ir muito além do cumprimento legal, este questionário, disponível em www.exame.com.br, foi dividido em quatro partes de mesmo peso: Dimensão Geral; Dimensão Econômica; Dimensão Social; Dimensão Ambiental.

 

A novidade do guia 2013 é que as empresas com melhor pontuação foram organizadas em 20 setores da economia: Agronegócio, Bens de Capital, Bens de consumo, Construção Civil, Consultoria, Eletrônicos, Energia, Farmacêutico, Infraestrutura, Instituições financeiras, Química, Material para Construção, Mineração, Papel e Celulose, Serviços de Saúde, Siderurgia, Telecomunicações, Transporte, Varejo, incluindo uma premiação para pequenas e médias e além destas categorias, a revista também destacou as mais sustentáveis em sete categorias da sustentabilidade: Governança de Sustentabilidade; Direitos Humanos; Relação com a Comunidade; Relação com os Fornecedores; Gestão de Água; Gestão de Biodiversidade; e Gestão de Resíduos.

 

Neste artigo, até por questão de espaço, não temos condições de descrever cada uma destas dimensões e cada um dos projetos das 61 empresas destaques do guia, mas fizemos questão de expor o processo de avaliação deste ano, com a intenção de motivar os leitores a ler integralmente o Guia, cujo conteúdo vale como aprendizado tanto para empresas que querem iniciar projetos de sustentabilidade, como também para as que pretendem definir melhorias e novos planos de ação nesta área, já que ali estão relatados, por setor, o que a elite empresarial vem fazendo em matéria de sustentabilidade.

 

Material este que pode ser usado como benchmark, isto é, ponto de referência de estratégia de sustentabilidade. Só para dar uma prévia do que apresenta o Guia, quem ficou com o título da empresa mais sustentável do ano foi o Itaú Unibanco e na tabela abaixo, elencamos as empresas mais sustentáveis por categoria:

 

Categoria de Sustentabilidade                 Empresa Premiada

Governança da Sustentabilidade

Unilever

Direitos Humanos

Novartis

Relação com a comunidade

Embraco

Relação com fornecedores

Alcoa

Gestão da Água

Coca-Cola

Gestão da Biodiversidade

Aperam

Gestão de Resíduos

Kimberly-Clark

 

Não por acaso, o realce em negrito do item – Gestão de Resíduos, na medida em que há dois anos o Movimento União Cidadã Recicla Rondonópolis vem alertando as empresas sobre as oportunidades da gestão de resíduos. Importante lembrar, que em novembro de 2012 realizamos, em parceria com a ACIR, uma palestra cujo tema foi: Gestão de resíduos sólidos: Oportunidades e desafios para as empresas.

 

Finalizando, fica a dica de uma leitura oportuna. Inspire-se com os exemplos das empresas que estão na linha de frente das práticas sustentáveis no Brasil.