fonte: Veridiana Manchini

Culturalmente tendemos a aceitar que nós brasileiros tentamos levar vantagem em todas as relações que temos, sejam elas de negócios, de parcerias, de amizade, enfim, em toda interação humana.  A questão é que esta crença fortalece ainda mais nossas atitudes em torno de esperar algo além do que está no previsto. Então será esse o segredo? Será que enquanto estivermos com o pensamento focado em ganhar algo além do contratado, estaremos contribuindo com o fortalecimento desta energia de “levar vantagem”? Já que o pensamento gera ação, esta forma de pensar em tirar proveito induz nossos comportamentos para este fim?


Vamos lá, tentando esclarecer um pouco mais a respeito do quanto o pensamento coletivo influencia nos nossos comportamentos, começamos compreendendo o significado das palavras no contexto:


Atitude
= s.f. Maneira de se comportar, agir ou reagir, motivada por uma disposição interna ou por uma circunstância determinada; Posição do corpo; postura.


Comportamento
= s.m. Pisc. Conjunto de reações de um indivíduo aos estímulos recebidos do ambiente.


Então, percebendo quais são as nossas atitudes, entendemos qual comportamento temos nas nossas interações, e identificamos qual deles é predominante em cada momento ou público, a fim de amenizá-lo ou aprimorá-lo gerando impacto positivo em nossas relações.


Demonstramos atitudes de um comportamento competitivo quando agimos com intenção de ganho pessoal, vemos o outro como rival, deixamos de agregar valor, queremos dominar, usamos o poder da hierarquia, decidimos autoritariamente.


Estamos demonstrando atitudes de um comportamento colaborativo quando agimos com intenção de ganho mútuo, vemos o outro como colega e parceiro, estamos abertos, receptivos e criativos, buscamos ser solidários, temos compaixão, utilizamos a persuasão para convencer, compartilhamos a decisão medindo os prós e contras para o grupo.


Logo, podemos refletir: Qual deles é o melhor? Quando utilizá-los? Em que tipo de relação devo ser competitivo ou colaborativo? É possível ter os dois tipos de comportamento?


Em geral, não há melhor ou pior, público alvo ou momento, o que há é a sua consciência em que está sendo coerente com seus objetivos e consequentemente realizando o seu melhor. E a consciência está relacionada com a maturidade do ser, que reflete seus valores éticos e morais, que não discutiremos neste momento, porém causa grande impacto nas relações.


Claro que, ser competitivo, em grande parte das relações é negativo e a frequência deste comportamento se torna difícil para a convivência, porém tudo dependerá da ênfase dada às ações. Quando este comportamento é aplicado pontualmente pode ser positivo tirando os interlocutores da zona do conforto e gerando movimento e crescimento.


Agora, ser colaborativo é sempre mais positivo, facilita as relações, gera abertura para o compartilhamento de conhecimento, torna bem visto nos ambientes que convivemos inclusive no trabalho.  


A grande sacada é que quando estamos em busca do autoconhecimento, devemos alinhar o nosso dimensionamento com o que realizamos no dia a dia, o que vai moldando nossos comportamentos através das nossas pequenas atitudes nas nossas relações. Sendo assim, precisamos observar:


Como estamos em relação a profissão? Estamos no caminho pretendido? Estamos entregando o esperado pela empresa na qual fomos contratados? Ou sendo profissional liberal, estamos nos realizando com nossos projetos?


E na vida pessoal, temos cuidado das relações amorosas, com a família, com nosso corpo físico, com nossa espiritualidade, com os amigos, como projetamos? Tem algum passo que está faltando dar? O que e onde podemos avançar, fazermos mais e melhor?


Fica então um convite para se observar no trabalho, em casa, na comunidade, no supermercado, nas redes sociais, enfim, onde há interação com pessoas, colocando uma lupa e identificando como você age ou reage? Qual comportamento está predominando na sua vida? Qual o impacto dele no seu crescimento pessoal e profissional? E por fim, o que você poderá fazer para mudá-lo ou suavizá-lo?


Paz e bem a todos! Sucesso na busca pelo autoconhecimento! Que venham relações mais saudáveis e consequentemente sejam todos mais felizes. 










fonte: Veridiana Manchini

A contribuição do coaching no crescimento das pessoas de um modo geral, nos trás uma bela reflexão sobre uma importante competência a ser desenvolvida por todos no âmbito profissional e pessoal, seja você líder de pessoas, de processos, de projetos, de programas, ou até líder da sua própria vida.


Esta competência é chamada de “sabedoria do campo”, que trata da percepção do ambiente e o impacto nas relações, consequentemente nos negócios e na vida como um todo.


Esse campo tensorial é uma energia sutil vibratória consciente que está presente em todo o universo e nele contém infinitos bits de informação. Cientistas indicam que nosso cérebro processa cerca de 400 bilhões de bits de informações por segundo e dessa quantidade nós só acessamos 2000 bits sobre o que está ao nosso redor, nosso corpo e sobre o tempo. Sendo assim, entendemos que há infinitas possibilidades no campo e que nós as acessamos parcialmente quando atuamos dentro dos sistemas que estamos inseridos.


Um sistema é um conjunto de processos que geram resultados, por exemplo: um sistema empresarial tem como resultado o lucro ou prejuízo, um sistema familiar tem como resultado pessoas felizes ou não, entre outros.


Todo sistema está contido num campo energético que se forma através do movimento, que inclusive foi comprovado por Einsten (E= mc²), ou seja, a execução dos processos, as atitudes tomadas e a forma como as ações são realizadas é que determinam a ordem dos acontecimentos e alimentam os campos energéticos.


Desta forma é possível perceber que o sutil governa o grosseiro, as energias é que direcionam a matéria e isso é perceptível no dia a dia das empresas através das relações que geram os resultados.


Portanto, para ter sucesso na Liderança é preciso desenvolver esta competência sutil de percepção da sabedoria do campo, criando o tensor adequado e correspondente ao evento que se deseja fazer acontecer.


Numa empresa este tensor é conhecido como Clima Organizacional que nada mais é que a materialização do que está na cabeça das pessoas tomadoras de decisão (acionistas e alta direção), refletidas nos valores, na missão, na visão, nas diretrizes através das políticas internas, dos programas e da forma como as decisões são tomadas e os processos/pessoas são gerenciados.


Numa casa é semelhante, o tensor é o clima dos donos da casa, os valores que são impressos na atitude da família.


A manutenção deste tensor/clima se dá se houver pessoas com massa crítica para sustentação e disseminação daquilo que foi direcionado.


Para desenvolver esta competência tão sutil e imaterial é necessário iniciar uma viagem interior passando por:


1º Passo: Observar-se:

Que clima você gera à sua volta?

Como você se comporta em diferentes climas onde entra?

Você é ativo ou reativo frente aos diferentes tensores?

Qual o clima ou tensor de seu local de trabalho ou da equipe?

O que acontece quando muda o clima no local de trabalho?

Qual a sua contribuição para manter o clima da empresa?

Como gerar um clima de qualidade, produtividade e harmonia?

Você prefere ambiente colaborativo ou competitivo?

Você ou sua empresa faz pesquisa de clima organizacional?

 

2º Passo: Realizar exercícios de centramento pessoal para saber se conduzir frente a diferentes tensores.


3º Ir em diferentes ambientes e procurar captar o tensor, aprendendo a delimitar-se frente as diferenças.


4º Captar os diferentes tensores de pessoas que encontra no dia a dia e perceber o que te influencia, como você reage.


5º Experimentar uma aula de meditação, tai-chi-chuan, yoga ou artes marciais.


6º Assistir um pôr do sol ou nascer da lua e perceber a mudança de clima pessoal.


Para aprofundar no tema recomendo o filme - Lendas da Vida (a resposta está no campo) e o documentário: Quem somos nós.


Lembrem que os campos energéticos estão inter-relacionados, portanto ao criar um campo positivo, de crescimento e de sucesso você estará influenciando positivamente no campo energético do universo e contribuindo para o bem comum.


Sucesso a todos na busca pelo autoconhecimento e pela percepção dos ambientes. Que esta nova possibilidade possa agregar positivamente nos negócios e na vida pessoal daqueles que tiverem oportunamente acesso a esses bits de informação.










fonte: Veridiana Manchini

Podemos dizer que o desafio das pessoas que estão em cargos de liderança sempre foi manter o equilíbrio e ao mesmo tempo a flexibilização para gerir o dia a dia nas organizações, ou isso só está acontecendo na atualidade?


Será que ter bem desenvolvidas as competências de Dimensionamento, Regulação, Interação e Direção, pode fazer diferença para os líderes diante das mudanças atuais do mercado e a evolução da sociedade?


Para ter estas competências funcionando com alto nível de entrega é preciso que o Líder utilize com consciência os três aspectos do cérebro para ampliar seu horizonte de atuação:


Aspecto racional: ser capaz de olhar para fora da empresa, entender cada vez mais a cadeia de valor onde o negócio está inserido, saber se comportar no mercado frente aos seus produtos e/serviços, se posicionar com os fornecedores, concorrentes e parceiros, comunicar-se assertivamente com os seus steakholders, desdobrar o planejamento estratégico e aplicar o modelo de gestão e decisão na organização.


Aspecto intuitivo: declarar as intenções da presidência na identidade da empresa (missão, visão e valores), ser confiável, limitar o nível de desgaste ou estresse, desenvolver a escuta ativa, manter-se espiritualmente conectado, demonstrar cooperação nos relacionamentos, manter o respeito à diversidade, ativar a inteligência emocional, manter o clima organizacional positivo.


Aspecto operacional: aplicar estratégias para gerir pessoas, inserir no mercado, na sociedade, formar equipes, gerar harmonia e aspecto servidor, acompanhar indicadores de controle, delegar tarefas e monitorar resultados.


Estar bem dimensionado, regulado, interagindo e direcionado é o primeiro passo da estratégia, os próximos passos estão relacionados à sua execução e melhoria contínua que são visualizadas ao desenvolver as competências da Realização, Incorporação e Transcendência.


Para isso, é imprescindível que o Líder esteja consciente para colocar em prática o que foi planejado, utilizando os três aspectos:


Aspecto racional: desenvolver primeiramente competências profissionais, tecnologias, processos, controles de qualidade, procedimentos, certificações e consequentemente elaborar novos projetos, pesquisas, a serem incorporados num novo modelo organizacional.


Aspecto Intuitivo: comprometer e gerar sentido no que está executando, estar aberto às mudanças, criar novo ambiente de trabalho, incentivar a criatividade e o entusiasmo.


Aspecto operacional: compartilhar a gestão, acompanhar a produtividade e os resultados, reconhecer as realizações, promover a aprendizagem organizacional, incentivar a prática do coaching e mentoring na organização, apoiar as práticas de gestão do conhecimento e do capital intelectual, apresentar uma gestão inovadora e servidora com capacidade de reinvenção.


A grande vantagem de estar num processo de coaching e/ou mentoring é que as lideranças podem se auto desenvolver assertivamente, conhecendo os aspectos do cérebro que são usados com menor frequência ou sub-utilizados, podendo ser melhor empregados. Desta forma poderão manter-se equilibrados na aplicação de boas práticas de gestão e flexíveis diante das adversidades, elevando seu auto conhecimento e consequentemente sua performance.