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Presidente da FACMAT cobra discussões sobre a Reforma Tributária

Fonte: Ascom Facmat

Jonas Alves, presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso – FACMAT, reuniu-se com o deputado estadual Dilmar Dal Bosco na manhã desta terça-feira, 14, na Assembleia Legislativa. O presidente quis saber do deputado como anda a questão da Reforma Tributária, uma vez que, no final do ano ficou decidido que em fevereiro as discussões seriam retomadas e o mês já chegou na metade e até agora nada foi dito em relação ao assunto. “Nós empresários estamos ficando preocupados, porque o tempo está passando rapidamente e até agora não voltamos a trabalhar em prol da Reforma. Nossa sugestão é que se construa um texto para micro e pequenas empresas e outro para médias e grandes e que depois que estiverem prontos, voltamos a discutir as alíquotas. Desta maneira teríamos tempo para visitar as cidades-pólo de Mato Grosso para tratarmos da questão das alíquotas com os empresários locais”, sugeriu Jonas. 


Dilmar Dal Bosco gostou da sugestão do presidente, mas enfatizou que, em relação à discussão dos textos da Reforma, ele gostaria que diminuíssem a quantidade de pessoas para que o trabalho funcione de maneira mais eficiente. “Quando juntamos muita gente, não conseguimos concatenar as ideias organizadamente. Gostaria de criar uma Câmara Temática, com poucas pessoas representando as entidades, para que possamos dar continuidade ao trabalho que já começamos no ano passado”, revelou o deputado. 


Para saber sobre a retomada das discussões, o deputado ligou para o secretário de Fazenda, Gustavo de Oliveira, que disse que amanhã, 15, o governo se reunirá com a equipe da Fundação Getúlio Vargas para decidirem o retorno aos trabalhos da Reforma Tributária junto aos empresários. De qualquer forma, o deputado deixou bem claro que nada sobre a Reforma Tributária será colocado em votação sem que haja uma conversa com os representantes do setor produtivo. Ele também se mostrou preocupado com a questão das micro e pequenas empresas e das empresas enquadradas no Simples Nacional. “Esse setor representa menos de 10% da arrecadação do estado, então precisamos tomar cuidado para não prejudicá-los. Se dermos um bom desconto para este setor, isso praticamente não afetará na arrecadação”, explicou Dilmar. 


O presidente da FACMAT se colocou à disposição do governo para discutir a Reforma Tributária nas Associações Comerciais de todo o estado e pediu para que a legislação seja construída de forma a fazer com que todos paguem, e que não haja sonegação de impostos, mas também sem aumento de tributos. “Se todos pagarem, não ficará pesado para ninguém”, finalizou. 

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